Qual será a expectativa de vida dos brasileiros em 2040?

Levantamento analisa a longevidade em todos os países e traça o panorama para os próximos 22 anos. Descubra como estará a saúde do Brasil em 2040

Quantos anos vive, em média, uma pessoa? Essa resposta varia drasticamente de acordo com o local em que ela mora. Enquanto a população do Japão, lugar mais longevo do mundo, chega aos 83 anos, os habitantes da República Centro-Africana não sobrevivem por mais de cinco décadas.

“Considerando que a expectativa de vida é um indicador sensível das condições de saúde, deparamos com diferenças brutais de acordo com cada região”, interpreta o médico Rafael Lozano, da Universidade de Washington, nos Estados Unidos.

O pesquisador é um dos autores do trabalho que avaliou parâmetros e estatísticas país por país e apresentou como o tempo de vida deve evoluir até 2040. A tendência é que os espanhóis, atualmente os quartos colocados, ultrapassem os japoneses na liderança do ranking num futuro próximo.

“A partir dos dados, é possível que políticos e agentes públicos elaborem estratégias para estabelecer melhorias que beneficiem diretamente o povo”, acredita Lozano.

Enquanto as primeiras posições são ocupadas por europeus e asiáticos, os últimos lugares ficam com a África. A diferença na expectativa de vida entre os continentes supera os 30 anos.

(Ilustração: André Moscatelli/SAÚDE é Vital)

(Ilustração: André Moscatelli/SAÚDE é Vital)

Brasil no meio da tabela
Na 81ª colocação, o Brasil fica atrás de El Salvador e Venezuela e na frente de Lituânia e Romênia. A expectativa de vida por aqui deve aumentar três anos e três meses até 2040.

(Ilustração: André Moscatelli/SAÚDE é Vital)

O estudo calculou o melhor e o pior cenário para cada país. Se der certo e o Brasil evoluir bastante, podemos alcançar 82,6 anos em 2040 – um salto incrível de mais de sete anos. Agora, caso dê tudo errado, a tendência é da retratação para 74,9 anos, três meses a menos do que desfrutamos hoje em dia.

A procura pelo melhor cenário
Não tem outro caminho: para que as pessoas comemorem cada vez mais aniversários, é preciso investir pesado em educação e saúde. “Também é necessário ter respostas organizadas e efetivas diante de alguns eventos de grande impacto, como choques demográficos, epidemias ou fome”, exemplifica Lozano.

As autoridades ainda precisam ficar de olho nas doenças crônicas que estão em franco crescimento, caso da hipertensão e do diabetes. “Elas representarão os principais riscos em alguns casos”, antevê o especialista.

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Fonte: Saúde Abril

 

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